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Calor não é problema

Eu tinha um compromisso importante a 12km de casa e o calor tava de matar (boladefogo.mp3), mas né, quem disse que eu pensei em ir de outro jeito senão pedalando. Em dias como este, pode até dar aquela vontadezinha de abandonar a magrela, mas tem jeito para tudo.

Desta vez, resolvi indo cedo e com outra roupa. Como a reunião era num restaurante que adoro, decidi ir antes – o que significava sair de casa perto do meio dia – e almoçar por lá mesmo. Assim, dava tempo de parar de suar e ficar diva para a reunião.

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Saindo de casa num vibe esporte-rayo-laser

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Pequenas pedaladas viram grandes tarefas

Fui buscar alguns documentos no IGP, que fica uns 5km da minha casa. O instituto fica num canto do Itacorubi, em um lugar sofrível para se chegar de ônibus e possui um congestionamento volumoso para quem quer ir de carro. Esta é uma distância chave: longe demais para se ir a pé, perto demais para se ir de carro e confuso demais para se ir de ônibus. Impossível de ir? Não, fui de bike e em menos de vinte minutos estava lá.

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Apesar das inúmeras vagas – sempre lotadas – do local, não há nenhum bicicletário. Neste caso, foi uma baita sorte, já que prendi a bike bem na entrada, com direito a sombra e tudo.  Normalmente não tem problema em prender no corrimão, desde que não seja um acesso de cadeirantes ou que fique atrapalhando o caminho.

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Bernardo

Meu carro é uma bicicleta

Bernardo
Foto Vinícius Leyser da Rosa

Tô eu e o Vini voltando na Beiramar de São José, quando decidimos parar um pouco na pista de skate / bicicleta que tem lá. O Vini vê as rampas, se empolga e brinca um pouco e chega um menino miúdo e diz ‘Pô, tio, é só isto que tu sabe fazer?’. Era o Bernardo, cheio de personalidade e destilando desafios para qualquer forasteiro que aparecesse por ali.

Bernardo tem 11 anos e uma vivência toda especial com a cidade. Era mora há 4 km dali e vai de bicicleta para onde bem entende. É um menino livre. Perguntei para ele como ele fazia para chegar até ali e ele respondeu:

– De bicicleta, ué. Minha bicicleta é o meu carro. É minha moto também. Só que tunado, sabe?

– Tunado por quê, Bernardo?

– Ué, não tenho freio. Então é tunado.

– Não tem freio por quê?

– Ah, nunca teve. Quer dizer, teve né, mas foram muitos tombos por aí.

– Toma cuidado aí, menino.

– Eu, hein, tia. Vou é procurar um bar por aqui. Quero comprar uma coca.