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Passarelas: lidando com subidas pequenas e inclinadas

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Luz na passarela que lá vem ela!

Não são só com os problemas de segurança que as nossas passarelas sofrem. Graças a um projeto deveras excêntrico (para não usar outra palavra), a falta de manutenção e também a de infraestrutura (como iluminação, câmeras e telhado), passar uma passarela pedalando pode ser um tanto dramático.

Provavelmente, esta não é uma situação que ocorre só em Florianópolis. Certamente cabe para outras cidades – e serve também para lidar com subidas pequenas e inclinadas.

Se você usa a bicicleta mas não consegue subir (ou descer) a passarela pedalando, não se culpe. Você não está sozinho. E como nesta vida tudo tem um jeito, vou dar umas dicas para facilitar esta parte do trajeto.

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No mundo a passeio

Certa vez, conheci uma família paulistana. Eles me contaram que estavam adorando Florianópolis, que aqui era um paraíso e estavam muito felizes por visitar a cidade. Eu retribuí a gentileza e disse que era apaixonada por São Paulo. Eles me olharam atônitos. Continuei. Disse que só na Paulista, eu poderia ficar um mês vendo exposições gratuitas. No fim, para resolver o impasse, a mãe da família me disse ‘Pois é, São Paulo só é boa para quem está a passeio’. Read More

Roupa Livre em Floripa

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Magrelas posando no Vilaj. Elas sempre ficam bem nas fotos.

Ontem rolou o primeiro Roupa Livre em Floripa e foi lindo! O projeto propõe um novo ponto de vista para o nosso consumo – tantas vezes absurdo –  e aconselha que tenhamos um outro olhar para as peças que compramos e descartamos. Além de um baita troca-troca de roupas, ainda rolou um papo sobre estilos de vida, em que eu, a Mari Pelli e a Cristal Muniz (Um ano Sem Lixo) contamos um pouco das nossas histórias.

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Kimonos: uma tendência para se pedalar

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De bike & kimono: combinação para se copiar (foto via hello it’s valentine)

Não é todo dia que uma tendência de moda é algo incrivelmente bom para pedalar. Os kimonos, na versão fashionista, são peças levinhas usadas para complementar os looks com leveza e personalidade. Pode parecer insano usar uma peça a mais no calor, mas é sim uma excelente solução para se proteger do sol. Read More

Perca 5kg em um mês

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Euzinha em um dia ‘me sentindo a maior monstra da história’.
Foto linda do Vinícius (Leyser da Rosa) no Cacupé.

Atenção: este é o posto mais sensacionalista (até agora!) do Pedal Glamour. 🙂

Eu já fui várias, mas certamente, a minha versão mais insuportável, é a versão ‘de dieta’. Falando em dieta, eu já fiz muitas. Eu era tão desagradável, que não podia ver alguém comendo algo saboroso, que já metralhava ‘Você sabe quantas calorias tem cada biscoito deste?‘. Me impressiona que eu tinha amigos.

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De bicicleta para o trabalho

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Indo buscar a Luana na Beiramar de São José. A paleta de cores combinando foi pura coincidência. Juro. Mas ficou ótimo, né? Foto Vinícius Leyser da Rosa.

A Luana começou a pedalar tem pouco tempo, mas isto não quer dizer que ela já não tenha feito muito. Se no começo ela tinha uma bicicleta cheia de problemas e nunca tinha feito grandes distâncias, tudo isto ficou no passado.

Depois de comprar uma bicicleta nova e adequada ao seu uso, a Lu fez pela primeira vez o trajeto completo entre a sua casa e o trabalho.  Read More

Final de semana fora da caixa / Parte 2 / Praia, bazar & etc

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Saindo de casa.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Domingo foi dia de ficar repetindo ‘isto é que é vida’. O dia tava lindão e lá pelas 16h, eu e boy magia rumamos para a praia. Desta vez escolhemos uma do leste da ilha, a Joaquina, porque eu queria muito dar uma zoiada no Relicário Bazar, que tava rolando na Lagoa. Com o aprendizado do picnic e um calor menos zoado, decidi ir de ‘civil’ mesmo. Sainha leve e uma blusa que protegia as costas e o colo. O lencinho também fez sua parte.

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Joaca lindona.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Um ventão contra nos fez levar um tempo extra até a Joaquina, que tava gelada que só. Um ar condicionado e tanto para quem só reclamava do calor. O legal da Joaquina é que tem um chuveiro gratuito de água doce, então dá pra rolar na areia e depois tomar uma ducha, já que pedalar salgada pode ser bem ruim.

Diferente da semana passada, que depois da praia paramos na padaria, desta vez levamos lanchinho. Fiz uns sanduíches e deixei eles no congelador por mais ou menos 1hr, assim deu pra chegar com eles na praia sem derreter. Também levamos maçãs e chocolate.

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Avenida das Rendeiras – em frente ao Relicário Bazar.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Depois da praia, rolou uma pausa nas Av. das Rendeiras, para o Relicário Bazar, que tava a-coisa-mais-linda-do-mundo. Deixei o Vini descansando na Lagoa enquanto eu fuçava as milhões de peças e maravilhas que tinham no bazar.

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Mirante do Morro da Lagoa.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

A volta teve um suadouro (cadê O GLAMOUR?) e tanto, mas essa blusa é daquelas fininhas, que secam logo que começa a descida. Sérião, é só água, logo que seca já fica tudo bem, sem o fedor que vocês tão imaginando. Reparem que o lencinho também tem papel fundamental em manter as madeixas em um estado decente. O suor pode dar medo, mas reparem nesta vista maravilinda do mirante do Morro da Lagoa. Parar ali é quase obrigatório quando se está de bicicleta – e não importa se você não é turista.

E como eu o Vini somos aventureiros e estávamos transbordando endorfinas, decidimos fechar o final de semana com chave de ouro e subir o mítico Morro da Cruz, no centro da cidade. Lá é um lugar muito especial para nós dois, porque é uma subida desafiadora (mas nada impossível) que reseta as preocupações da mente. Então, nada mais lógico do que finalizar as atividades ali.

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Mirante do Morro da Cruz.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Já que uma imagem vale mais que mil palavras, então não preciso me estender dizendo que cheguei morta lá em cima. Porém, ainda tivemos energia para ir ao supermercado e voltar pra casa. É o que o corpo tem dessas maravilhas: quanto mais a gente se mexe, mais energia tem.

Final de semana fora da caixa / Parte 1 / Picnic no Parque

Esse final de semana foi lindo, fora da caixa – ou seja, fora do apartamento, o que é quase a mesma coisa.  Sábado rolou um Picnic incrível do Pedal Nativo. Sem muitos registros fotográficos, porque nos atrasamos e deixamos o grupo inteiro esperando (fui salva pelas fotos lindas do Osdair).

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Claudia chiquérrima e eu, aprendendo as dicas com ela.
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

A saída estava marcada para às 14h na UFSC e tava um calorão infernal. O trajeto era de mais ou menos 18 km, com dois bons morros no caminho. Então pensei ‘bom, tá muito quente, é longe, o caminho não é dos mais fáceis, [insira aqui um monte de desculpas] acho justo hoje vestir uma roupa mais esportiva”. Quando encontramos o grupo, vi a Claudia, linda e maravilhosa, indo para o mesmo passeio que eu, com as mesmas condições climáticas, só que sem desculpas! Ela escolheu uma bermudinha branca, colocou uma regata e uma camisa bem levinha e linda por cima, criando camadas, se  protegendo do sol e do calor e divando. Foi um baita aprendizado, afinal, dá sempre pra ir com roupas ‘normais’. Está comprovado!

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Terminando o último morro antes da comida!
Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Apesar de uma roupa esportiva não ser a coisa mais linda do mundo, eu a escolhi por um motivo. Pode parecer loucura, mas quando o sol tá muito forte, o melhor é se tapar mesmo, porque aí preservamos a pele e, acreditem, um couro queimado dá uma canseira infinita depois. Então escolhi esta blusa de guerra, branca encardida e de mangas compridas, que protegem as costas e os braços. Também usei um lenço na cabeça, protegendo partes do rosto, da nuca e segurando o suor do cabelo. Tem hora que não tem jeito, vai suar mesmo.

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Praia do Moçambique.
Foto Osdair Ferreira.

O picnic era no Parque Estadual do Rio Vermelho e foi delicioso, cheio de frutas, pães, queijos… enfim, fartura de fim de ano 😉 Além de tudo, teve o bônus que o parque tem uma breve trilha que dá na Praia do Moçambique. Os mais corajosos até encaram a água gelada da região.

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Parque Estadual do Rio Vermelho.
Foto Osdair Ferreira.
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Caminho que leva da Praia do Moçambique para o Parque Estadual do Rio Vermelho.
Foto Osdair Ferreira.

Parabéns para a equipe do Pedal Nativo, tava incrível. Aliás, se você quiser saber quais as próximas aventuras deles, acompanhe na página do Facebook. Sempre tem roteiros imperdíveis.

Claro que tudo isto daria para ser feito de carro ou transporte público, mas certamente teríamos algumas dores de cabeça com o movimento de final de ano em Floripa e não teríamos a alegria do ventinho na cara, da superação dos morros e muito mais. Também é ótimo chegar faminto, depois de gastar as energias no trajeto. 🙂

(em breve conto o mimimi de domingo)

 

 

 

Dia de Praia em Floripa :)

Ontem Florianópolis acordou com um dia maravilhoso! Catei o boy magia para darmos um rolê e fomos curtir a primeira praia do verão. Decidimos ir para o Sul da Ilha e quando saímos já era final de tarde, mas super valeu o passeio.

(Este post é super especial e não é só pela vibe tropical lindeza, mas porque é o primeiro com um vídeo <3  Espero que gostem!)

Umas horas antes de sair, colocamos as garrafinhas no congelador, para termos água fresquinha quando chegássemos lá. De resto, foi só levar o basicão mesmo: protetor solar, toalhas, canga e afins.

info-praia-01Eu usei uma saia com um forro-shortinho. Além de super confortável, é um peça ótima para pedalar, porque evita preocupações com o que mostrar ou não mostrar.  A minha eu comprei na A Colorida.

shortO trajeto até o Campeche (15 km) levou aproximadamente 45 minutos num ritmo sossegado & com vento a favor. A maré estava baixa então decidimos seguir até o Morro da Pedras pela praia,o que adicionou mais uns 2km super gostosos de percorrer. Estacionamos as magrelas na areia e ficamos curtindo um final de tarde incrível.

praiaDepois da praia, fomos ‘abastecer’ as panças na padaria: uma parte bem comum nos nossos passeios.

A ideia é mostrar que é possível ir para a praia usando a bicicleta. Sempre dá para ir num ritmo de passeio e curtir não só a praia como também o trajeto. Haverão outros posts sobre aspectos do caminho 🙂

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Fotos e vídeo por Vinícius Leyser da Rosa 🙂 <3

Cycle Chic: o que é, o que come e onde se compra

O Cycle chic é um movimento que busca incentivar e desmistificar o pedal urbano.

Cycle Chic é um dos assuntos que mais gosto. Posso passar horas no Pinterest colecionando imagens de gente que anda de bicicleta e respeita o seu estilo. Pode parecer que não, mas este é um movimento super recente. Foi criado por Mikael Colville-Andersen em 2007, quase sem querer, ao publicar a foto de três ciclistas estilosas usando a bicicleta na cidade.

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Foto de Mikael Colville-Andersen, o criador do termo ‘cycle chic’. Fonte Triba Space.

De modo resumido, o Cycle Chic é um movimento que prova que você não precisa ser nenhum atleta ou hipster para usar a bicicleta na sua rotina. O movimento não é sobre bicicletas, mas sim sobre pessoas andando de bicicleta. É também um símbolo sobre como as nossas cidades devem evoluir e criar espaços mais habitáveis.

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Moças garbosas & poderosas & da vida real. Fonte Who What Wear.

O movimento tem um ‘Manifesto’, que é bastante divertido – e eu acredito, zoado. É uma maneira inusitada para chamar atenção para a ideia de que bicicleta não é só esporte ou lazer. É sim, um eficiente meio de transporte.

• Escolho pedalar chique e, sempre que possível, vou preferir o estilo ao invés da velocidade.

• Assumo minha responsabilidade em contribuir visualmente para uma paisagem urbana estéticamente mais agradável.

• Estou ciente de que minha mera presença na paisagem urbana irá inspirar outras pessoas sem que eu seja rotulado como “cicloativista”.

• Pedalarei com graça, elegância e dignidade.

• Escolherei uma bicicleta que reflita minha personalidade e estilo.

• Irei, contudo, considerar minha bicicleta como meio de transporte e como um mero complemento do meu estilo pessoal. Permitir que minha bike chame mais a atenção do que eu é inaceitável.

• Eu iria garantir que o valor total de minhas roupas sempre seja superior ao valor total de minha bicicleta.

• Usarei acessórios de acordo com os padrões da cultura da bicicleta e comprarei, quando possível, um protetor de corrente, pedestal, guarda-saia, paralamas, campainha e cestinha.

• Respeitarei as leis de trânsito.

• Recusarei utilizar qualquer roupa de ciclismo. A única exceção sendo um capacete – caso eu escolha exercitar minha liberdade pessoal e decida usar um.

(manifesto retirado da Revista Velô #5) 

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O Cycle Chic ganhou o mundo. Estas são fotos do Cycle Chic Barcelona.Enfim, eu poderia juntar 30mb de referências aqui e não iriam acabar. O importante é que muita gente usa a bicicleta para ir onde bem entende, do jeito que bem entende e isto não é nenhum poder sobrenatural.

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O Preferred Mode é um site especializado em fotografar ciclistas estilosos em NY.

E se você pensa que isto é coisa de europeu, está bem enganado. Prova disto é a Aline, que é daqui de Floripa e super faz jus ao título ‘Cycle Chic’. A Aline, inclusive, tem o Bela na Bike, um blog super legal com dicas para ser cycle chic em inúmeras situações e ainda alimenta o Floripa Cycle Chic. Vale os cliques 😉

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Foto Fabricio Sousa.

Bom, se você tinha medo de parecer um ciclista-performance-tour-de-france, agora já sabe que existe vida além da lycra. Toda vez que bater um desespero, lembre-se de que antes da Nasa fazer travesseiros, era super normal pedalar com as roupas do dia a dia. E, se mesmo assim, bater um desânimo, joga ‘cycle chic’ no Pinterest e se inspire. Não tem erro.

Para saber mais / Referências

++++ Revista Velô #5

++++ Cycle Chic Copenhage

++++ Copenhagen Cycle Chic: Redefining Bike Culture One Turn at a Time

++++ Cycle chic: Style on two wheels