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Vamos juntas?

Mulheres lindas que estavam no último Pedal Leve
Mulheres lindas que estavam no último Pedal Leve

Lucia não se sente muito bem com o seu corpo, gostaria de se movimentar mais e se sente livre ao andar de bicicleta. Desde que de dia e jamais sozinha. Patricia vê a bicicleta como uma bela maneira de viver a cidade e fazer seus rolês sem perder muito tempo, mas na sua memória sempre ecoam os comentários que os caras fazem sobre o seu corpo (ou sobre o corpo das outras meninas). Julia sai tarde do trabalho, odeia pegar o madrugadão, sente medo no ponto de ônibus e amaria chegar em casa suada após o pedal.

Eu inventei a Lucia, a Patricia e a Julia, mas elas não são completamente fictícias. Elas são eu e tantas outras mulheres por aí. Se milhares de motivos afastam as pessoas de usar a bicicleta como esporte, transporte ou lazer, outros dois milhões de motivos se somam a estes quando você é mulher. Sair de casa sozinha, de noite ou frequentar grupos com muitos homens, acabam sendo atos de coragem. O resultado disso? Poucas mulheres nas ruas. Muitas vezes, nenhuma.

Se nos grupos de pedal o ambiente muitas vezes é hostil, pedalar pela rua sozinha pode ser ainda pior. Tenho pensado nisso intensamente. Cada dia escuto relatos semelhantes. Se não podemos – ainda – mudar esse cenário, então por que não nos unimos e vamos juntas?

A ideia é simples, mas pode ser revolucionária. O melhor: não precisa de muito. Pode ser um grupo no Facebook que una as mulheres, uma oficina que ensine mecânica por uma ciclista mais experiente, uma amiga que junte com uma conhecida e façam o trajeto juntas. Então, da próxima vez que você desistir de pedalar porque está com medo, lembre-se: certamente, há outras tantas mulheres querendo o mesmo que eu e você.

/// Para saber mais

/// Se você souber de algum grupo semelhante, me avisa para começarmos a fazer uma lista de soluções. Pode ser?

Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Visita em Joinville // Na Casa da Cecília

No último domingo começou o projeto Na Casa da Cecília em Joinville e nós fomos com a Original Kids dar as primeiras oficinais. Aliás, se você for da cidade, vale conferir as demais atrações: elas estão incríveis.

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Os fundos do restaurante Mercearia Sofia: pura maravilhosidade!

O evento rolou na Mercearia Sofia, restaurante cheio de bossa que fica no Centro de Joinville e que abriu especialmente para nós. Depois de dias chuvosos, o tempo ameno foi uma alegria a ser celebrada.

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Limpando as bikes para começar a brincadeira.

O plano era customizar bicicletas, mas foi muito além disso: foi dia de conhecer um montão de gente inteligente, gente que vive a cidade duma maneira especial. Foi  também dia de celebrar e comer uma comida maravilhosa em um cenário cheio de arte. Leia o post completo

5 brazucas que vão te inspirar a pedalar

Divas em duas rodas deste Brasil-sil-sil
Divas em duas rodas deste Brasil-sil-sil

Eu queria demais poder só postar no Pedal Glamour e nada-mais. Porém, meu tempo e minha disciplina não me permitem isso. Se eu não consigo escrever tudo o que planejo e desejo,  pelo menos tenho a sorte de ter um monte de gente produzindo conteúdo de excelente qualidade sobre o tema e encorajando um montão de gente a pedalar.

Sendo assim, montei uma lista para você se inspirar diariamente para pedalar e manter o estilo com conteúdo porreta e muito grrrl power (mas tenho certeza que os bróders se sentirão inspirados também). Leia o post completo

Foi incrível: picnic Bela na Bike + Pedal Glamour!

picnic-capa-01Domingo foi dia de tirar a bike de casa e viver a cidade do lado de fora. O tempo não tava lá estas coisas e parecia que iria começar a chover em qualquer momento. Porém, a galera não se desanimou e foi mesmo assim para o picnic que fizemos em parceria com o Bela na Bike.

Foi bom demais encontrar pessoas que adoramos e conhecer outras tantas. Teve guacamole (com direito a fogareiro para esquentar as massinhas e tudo), vinho, bolos, pães, biscoitos, frutas… enfim, deixamos qualquer café colonial no chinelo. Leia o post completo

Dá um tempo: 8 dicas para divar de bike no calor

Esta é a estreia da categoria ‘Dá um tempo‘ – postagens que falarão sobre desculpazinhas relacionadas às condições climáticas para não pedalar. Terá frio, chuva, vento e por aí vai. Hoje vamos falar do calor 🙂

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Divas de verão vintage. Via Bobbins e Another Mag.

O verão tem suas alegrias, mas cumprir com compromissos quando lá fora faz 40 graus não é nenhum moranguinho. Para muita gente, se isto ainda for de bicicleta, pode parecer um passeio no inferno, mas ó, não é tão ruim assim, eu garanto.

Pensando nisto, separei algumas dicas para superar os dias mais quente em cima da magrela sem perder o charme. Leia o post completo

Pequenas pedaladas viram grandes tarefas

Fui buscar alguns documentos no IGP, que fica uns 5km da minha casa. O instituto fica num canto do Itacorubi, em um lugar sofrível para se chegar de ônibus e possui um congestionamento volumoso para quem quer ir de carro. Esta é uma distância chave: longe demais para se ir a pé, perto demais para se ir de carro e confuso demais para se ir de ônibus. Impossível de ir? Não, fui de bike e em menos de vinte minutos estava lá.

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Apesar das inúmeras vagas – sempre lotadas – do local, não há nenhum bicicletário. Neste caso, foi uma baita sorte, já que prendi a bike bem na entrada, com direito a sombra e tudo.  Normalmente não tem problema em prender no corrimão, desde que não seja um acesso de cadeirantes ou que fique atrapalhando o caminho.

Leia o post completo

Bolsas, mochilas e alforjes

Atenção: ao terminar de ler este texto, você poderá ficar sem a desculpa do ‘não vou de bicicleta porque carrego muita coisa‘.

Quem usa a bicicleta como meio de transporte precisa carregar consigo seus pertences e objetos. Não é como dar um passeio, que só levamos a chave de casa e um dinheirinho para a água de coco.

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Felizmente não há imagens de quando comecei a andar de bicicleta, então vamos fingir que era como esta moça com sua super bicicleta, uma linda bolsa e um câmera. Fonte Honesty WTF.

Quando eu comecei a pedalar, usava uma bolsa pendurada no braço e era terrível. Em muitos momentos, ela caía para frente do meu corpo e com o passar dos quilômetros, eu sentia um desconforto por causa do peso. O mesmo ocorria com uma mochila, que além de pesar nos ombros, ainda deixava minhas contas pingando.

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Cestinha: como é versus como a gente pensa que é. Eu, em Fevereiro de 2013 e aquela ideia linda do Pinterest. Not so real.

Foi uma evolução quando comprei uma cestinha. Escolhi um modelo bem grande, porque sabia que curtia bolsas maiores e sonhava em levar meu notebook. Foi um alívio imenso, mas não me poupava de todos os problemas, como colocar a bicicleta no elevador e receber na testa os objetos ou de ter coisas voando pelas avenidas ao passar por um buraco.

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Bicicleta da sogra e sua cestinha com aranha. Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Eu amava a cestinha e ela passou ser uma opção ainda mais viável depois que me ensinaram a usar ‘aranhas’ – telas que motociclistas usam para prender coisas no bagageiro – e servem para manter as coisas dentro da cestinha sem ganharem vida própria. Acredito que esta seja uma opção que funcione muito bem, além de ser super prática.

Mas vale lembrar que não são só maravilhas: a cestinha tem pouca capacidade de volume e peso, além do peso na roda da frente dificultar a direção da bicicleta. Isto só não vale para cestas presas no quadro e não na roda. 

Eu usei cestinha por muito tempo, inclusive em uma cicloviagem até Porto Alegre. Só abandonei este belo artefato quando levei um tombo e amassei ela inteira e como já tinha um bagageiro (garupa), não fiz questão de recolocar a cestinha e amei esta nova vida.

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Petry é médico e vai ao trabalho de bicicleta. Para isto, usa extensores e prende a maleta no bagageiro da sua dobrável. Ao lado, outra maleta presa direto no bagageiro (via Flickr)

O bagageiro é aquele lugar que, quando crianças, pegamos carona. Lembrando que este é um uso não-funcional, ou seja, não foi feito para isto 🙂 Por favor, não tente isto em casa depois de adulto! Bom, mas tudo o que o bagageiro não serve para dar caronas, serve para carregar sua vida. Você pode ter extensores – elásticos com ganchos nas pontas – e prender malas, bolsas, casacos e o que mais desejar direto no bagageiro. Você pode arrematar tudo isto com uma aranha, que falei logo acima.

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Alforje Urbano 18 litros da Aresta Equipamentos. Foto Vinícius Leyser da Rosa

Porém, a mágica acontece mesmo quando você tem um alforje. Alforjes são aquelas bolsinhas que são colocadas (normalmente) no bagageiro traseiro. É o mesmo que se colocava em cavalos & motos. O meu modelo é um floral lindão, com capacidade para 18 litros, da Aresta Equipamentos. Nele, carrego compras, faço feira, levo mudas de roupas, notebook e o que mais couber. Feito com cordura, um material super resistente, arrisco dizer que dá para carregar tudo o que couber nele.

feiraProva disto, são estas duas fotos do Vini, em que ele foi a feira, comprou várias coisas e levou usando a bicicleta. Além das compras, ainda couberam outras coisas que sempre é bom ter no alforje, como câmara reserva, capa de chuva, kit remendo e etc. É ou não é uma maravilha?

Feito a mao
Luciano, fundador e fazedor da Aresta em seu posto de trabalho. Foto Vinícius Leyser da Rosa

E se você ficou a fim de ter um alforje, como já disse, o meu é da Aresta, uma empresa que vale a pena conhecer. Eles são daqui de Florianópolis, fabricam todos os produtos de maneira artesanal e ainda doam parte do seu lucro para a OBA! Organização Bem Estar Animal. Os produtos são feitos com o perfeccionismo do Luciano, que não mede esforços em criar algo durável, resistente e verdadeiramente funcional. Não poderia ser diferente: ele e a Bárbara realmente acreditam num mundo melhor, com recursos melhores aproveitados e num consumo consciente. Eles jamais fariam algo que viraria lixo em poucos meses.

Então, se você está pensando em usar a bicicleta para suas tarefas, recomendo fortemente que você tenha um bagageiro com alforjes. Assim, você poderá levar tudo com segurança, sem ficar preocupado se algum objeto irá alvejar transeuntes ou se perder em Nárnia e ainda poderá levar muito mais coisas. Acredite, dá para levar uma vida de coisas consigo usando uma bicicleta com alforjes.