Começando a Pedalar

Começando a Pedalar: a bike nova da Luana

copenhageLembram da Luana, que quer ir para o trabalho de bicicleta? Então, agora ela já deu mais um passo para esta conquista. Ontem ela comprou a sua bicicleta nova, que vai levá-la para novas aventuras (e, ousaria dizer, para uma nova vida). Olhem a cara de alegria dela 🙂 Não poderia ser diferente, né? A Luana ficou com uma Soul Copenhage, uma bicicleta urbana, aro 700, suspensão e componentes simples e confiáveis, exatamente como ela precisa.

beiramarA Lu já saiu da loja pedalando. Acompanhamos ela no caminho, que foi de aproximadamente 5 km. Ela já está cheia de planos para levar a magrela para passear. Aproveitamos e passamos no posto de gasolina para ensiná-la a encher os pneus. Como sempre, ela foi uma ótima aluna. Em breve teremos mais relatos das aventuras da Lu. Orgulho desta menina!

pneuE se você também quiser ajuda para comprar uma bicicleta,  escreva pra gente: pedalglamour@gmail.com 🙂

Todas as fotos são do (querido) Vinícius Leyser da Rosa

Bolsas, mochilas e alforjes

Atenção: ao terminar de ler este texto, você poderá ficar sem a desculpa do ‘não vou de bicicleta porque carrego muita coisa‘.

Quem usa a bicicleta como meio de transporte precisa carregar consigo seus pertences e objetos. Não é como dar um passeio, que só levamos a chave de casa e um dinheirinho para a água de coco.

bolsa-bicicleta
Felizmente não há imagens de quando comecei a andar de bicicleta, então vamos fingir que era como esta moça com sua super bicicleta, uma linda bolsa e um câmera. Fonte Honesty WTF.

Quando eu comecei a pedalar, usava uma bolsa pendurada no braço e era terrível. Em muitos momentos, ela caía para frente do meu corpo e com o passar dos quilômetros, eu sentia um desconforto por causa do peso. O mesmo ocorria com uma mochila, que além de pesar nos ombros, ainda deixava minhas contas pingando.

cestinha-05
Cestinha: como é versus como a gente pensa que é. Eu, em Fevereiro de 2013 e aquela ideia linda do Pinterest. Not so real.

Foi uma evolução quando comprei uma cestinha. Escolhi um modelo bem grande, porque sabia que curtia bolsas maiores e sonhava em levar meu notebook. Foi um alívio imenso, mas não me poupava de todos os problemas, como colocar a bicicleta no elevador e receber na testa os objetos ou de ter coisas voando pelas avenidas ao passar por um buraco.

aranha
Bicicleta da sogra e sua cestinha com aranha. Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Eu amava a cestinha e ela passou ser uma opção ainda mais viável depois que me ensinaram a usar ‘aranhas’ – telas que motociclistas usam para prender coisas no bagageiro – e servem para manter as coisas dentro da cestinha sem ganharem vida própria. Acredito que esta seja uma opção que funcione muito bem, além de ser super prática.

Mas vale lembrar que não são só maravilhas: a cestinha tem pouca capacidade de volume e peso, além do peso na roda da frente dificultar a direção da bicicleta. Isto só não vale para cestas presas no quadro e não na roda. 

Eu usei cestinha por muito tempo, inclusive em uma cicloviagem até Porto Alegre. Só abandonei este belo artefato quando levei um tombo e amassei ela inteira e como já tinha um bagageiro (garupa), não fiz questão de recolocar a cestinha e amei esta nova vida.

bagageiro-05
Petry é médico e vai ao trabalho de bicicleta. Para isto, usa extensores e prende a maleta no bagageiro da sua dobrável. Ao lado, outra maleta presa direto no bagageiro (via Flickr)

O bagageiro é aquele lugar que, quando crianças, pegamos carona. Lembrando que este é um uso não-funcional, ou seja, não foi feito para isto 🙂 Por favor, não tente isto em casa depois de adulto! Bom, mas tudo o que o bagageiro não serve para dar caronas, serve para carregar sua vida. Você pode ter extensores – elásticos com ganchos nas pontas – e prender malas, bolsas, casacos e o que mais desejar direto no bagageiro. Você pode arrematar tudo isto com uma aranha, que falei logo acima.

ARESTA-URBANO
Alforje Urbano 18 litros da Aresta Equipamentos. Foto Vinícius Leyser da Rosa

Porém, a mágica acontece mesmo quando você tem um alforje. Alforjes são aquelas bolsinhas que são colocadas (normalmente) no bagageiro traseiro. É o mesmo que se colocava em cavalos & motos. O meu modelo é um floral lindão, com capacidade para 18 litros, da Aresta Equipamentos. Nele, carrego compras, faço feira, levo mudas de roupas, notebook e o que mais couber. Feito com cordura, um material super resistente, arrisco dizer que dá para carregar tudo o que couber nele.

feiraProva disto, são estas duas fotos do Vini, em que ele foi a feira, comprou várias coisas e levou usando a bicicleta. Além das compras, ainda couberam outras coisas que sempre é bom ter no alforje, como câmara reserva, capa de chuva, kit remendo e etc. É ou não é uma maravilha?

Feito a mao
Luciano, fundador e fazedor da Aresta em seu posto de trabalho. Foto Vinícius Leyser da Rosa

E se você ficou a fim de ter um alforje, como já disse, o meu é da Aresta, uma empresa que vale a pena conhecer. Eles são daqui de Florianópolis, fabricam todos os produtos de maneira artesanal e ainda doam parte do seu lucro para a OBA! Organização Bem Estar Animal. Os produtos são feitos com o perfeccionismo do Luciano, que não mede esforços em criar algo durável, resistente e verdadeiramente funcional. Não poderia ser diferente: ele e a Bárbara realmente acreditam num mundo melhor, com recursos melhores aproveitados e num consumo consciente. Eles jamais fariam algo que viraria lixo em poucos meses.

Então, se você está pensando em usar a bicicleta para suas tarefas, recomendo fortemente que você tenha um bagageiro com alforjes. Assim, você poderá levar tudo com segurança, sem ficar preocupado se algum objeto irá alvejar transeuntes ou se perder em Nárnia e ainda poderá levar muito mais coisas. Acredite, dá para levar uma vida de coisas consigo usando uma bicicleta com alforjes.

 

 

Começando a Pedalar: Luana

lu-e-euA Luana leva quase 4 horas por dia só para ir e voltar do trabalho e num-guenta mais esta situação. Por morar no continente e trabalhar na ilha, sofre com um dos piores congestionamentos da região – dentro de um ônibus lotado. Diante disto, eu e ela começamos a agilizar de um jeito dela ir de bicicleta para o trabalho – ganhando tempo & qualidade de vida.

lu-e-eu3Combinei com ela de encontrá-la na Beiramar de São José – local próximo de sua casa e com uma ótima ciclovia. Ela levou a bicicleta dela, eu e o boy magia demos uma olhada e constamos muito problemas: pneus rachados, a troca de marchas não funcionava, um pedal estava quebrado e por aí vai.  Demos uma ajeitada, mas aproveitamos uma loja da região para mostrar para Lu outras opções de magrela.

lu-e-eu2 O começo do passeio foi tranquilo, com a Beiramar pouco movimentada. Fui dando algumas dicas iniciais para a Lu de postura, para que o trajeto seja menos cansativo e mais contemplativo.

lu-e-eu4Indo em direção a uma bicicletaria próxima, para apresentar para a Luana modelos de bicicletas ideais para o uso que ela irá fazer. Neste momento, troquei de bicicleta com a Lu, para que ela sentisse a diferença que seria ao investir em um modelo mais adequado.

lu-e-eu5 A Luana adorou curtir a paisagem enquanto pedalava.

lu-e-eu6Preparando a Luana para o seu primeiro contato com o trânsito, que tem acessos bem precários e pequenos trechos que são um pesadelo, pelo péssimo planejamento urbano para todos que não usam um carro.

lu-e-eu7 E, como nem tudo são flores, a Lu logo se deparou com um caminhão de concreto no caminho.

lu-e-eu8 Logo o trajeto ficou mais tranquilo e já estávamos bem perto da bicicletaria.

lu-e-eu9 Na volta, enfrentamos uma travessia complicada para retornar para a ciclovia.

lu-e-eu10E o final do passeio, com direito a foto para registrar o momento. Estas foram as primeiras pedaladas da Luana, que se saiu super bem. Em breve, a Lu vai comprar uma bicicleta nova e começaremos a fazer pequenos trajetos em um trânsito mais tranquilo, para que ela ganhe experiência e confiança, para enfim usar a bicicleta como meio de transporte e conduzir a sua vida do jeito que bem entender 🙂

Fotos Vinícius Leyser da Rosa