Como levar a bicicleta no ônibus de viagem

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Yolanda na rodoviária antes do embarque

Seja para pedalar em alguma outra cidade ou mesmo para usar a magrela no destino final, levar a bicicleta junto na viagem pode ser maravilhoso – mas não é exatamente comum.

Tudo porque muitas empresas de ônibus criam um caos para levar a bicicleta como bagagem, exigindo que a bicicleta esteja na caixa, com a nota fiscal e embalada em 500 quilos de plástico bolha. Em resumo: tão cagando para esse tipo de cliente.

Porém, nem tudo é mágoa e outras empresas saíram do século passado e regulamentaram o transporte. Esse é o caso da linda Auto Viação Catarinense, que se ligou que há pessoas que usam o transporte coletivo para ir e voltar de viagens de cicloturismo ou mesmo para ter uma bike no destino final.

De modo geral, o motorista é quem tem o poder de decisão se a magrela vai ou não. Eu já levei a bicicleta em empresas que não aceitam oficialmente, mas os funcionários foram bróders e entenderam que a minha bike era parte da bagagem. Porém, já tive uma dor de cabeça imensa em um caso que o motorista se recusou a levar, mesmo com o bagageiro do ônibus praticamente vazio.

Bom, quando eu e o boy magia fomos para Joinville, em julho, levamos nossas queridas magrelas e o processo foi bem tranquilo. Isso porque viajamos com a Catarinense, que é uma das poucas empresas que já regulamentou devidamente o transporte de bicicletas em seus ônibus. Todas as regras estão no site da empresa.

Uma das regras mais importantes diz respeito ao tipo de ônibus: os Double Deckers, aqueles busões de dois andares, são imensos mas têm um bagageiro beeeem pequeno. Por isso, não dá pra botar bicicletas neles. (Um funcionário chegou a dizer que, se não tiver muita mala, dá pra botar uma bike sim. Porém, é bom não contar com isso)

Portanto, escolhemos um horário com ônibus “normal”, que possui um bagageiro grandão e dá pra levar a bicicleta tranquilamente. Para evitar surpresas, SEMPRE PERGUNTE O TIPO DE ÔNIBUS antes de comprar a passagem.

Quer fazer igual? Segue o passo a passo então.

  • Confira a política da empresa antes de comprar a passagem. Chegue na rodoviária com antecedência, e logo que o busão chegar já vai falando sobre a bicicleta pro funcionário que for responsável pelo bagageiro.
  • Evite escolher um horário que chegue em cima da hora no local desejado. Se der alguma zebra, você vai ter que esperar o próximo ônibus.
  • Se a empresa for massa como a Catarinense, tá tudo debouas. Vale lembrar que mesmo assim, há regras e não custa colaborar. Se for uma empresa abobada, use seu charme e autoconfiança na hora do embarque. Na maioria dos casos, não tem drama.
  • Baixe o banco e o guidão, para que a bike caiba em pé no bagageiro. Caso a altura do guidão não dê mesmo assim, retire a roda da frente. Verifique quais chaves e ferramentas serão necessárias ANTES de ir pra rodoviária, e se possível já dê uma treinadinha pra não se atrapalhar na hora do embarque.
Descubra antes de viajar quais chaves você irá precisar
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O banco e os barends já baixos para caber no bagageiro
  • Prenda a bicicleta na lateral do bagageiro. Para amarrar, dá para usar elásticos extensores ou até o próprio cadeado – que foi como fizemos ali. Quanto melhor prender, mais tranquila será a viagem.

Bicicletas devidamente prontas para seguir viagem

  • Voilá! É só pegar o papelzinho da ‘mala’ e partir para a viagem. Super simples e sem mistério.

Se você acha que não dá conta de cumprir com o tutorial, pode entregar a bicicleta pro funcionário do embarque que ele se vira pra colocar a bike no bagageiro. Quando é assim, provavelmente ele vai simplesmente botar a bicicleta deitada, então lembre de pedir para ele colocar a bicicleta de forma que o câmbio+corrente+coroas fiquem virados para cima e não se danifiquem.

Fica a dica para empresas de ônibus: muita gente quer levar a bicicleta no bagageiro e isso é só uma questão de política interna. Consumidores, sempre que possível, dê a preferência para empresas que colaboram com os ciclistas.

 Todas as fotos são do Vinícius Leyser da Rosa

6 thoughts on “Como levar a bicicleta no ônibus de viagem

  1. Muito bom a dica, não sabia que a catarinense permitia… Eu vou para São Borja e vou ficar dez dias lá, queria levar, porém é na reunidas, não sei como funciona com eles.

    1. Italo, a Reunidas é um mistério sempre. Já fui super de boa e já tive stress que envolveu até polícia. O que geralmente acontece, é que se o motorista não aceitar levar a tua bicicleta, você normalmente pode pegar o próximo ônibus. Porém, dependendo do destino, isso pode ser só no outro dia 🙁 Vale se programar com antecedência.

      1. Hehe, entrei em contato com eles, pois como são bem competentes não se deram ao trabalho de colocar informações sobre de bike no site deles, eu odeio a reunidas, pena que é a unica que vai para são borja. Eles disseram que a bike só vai se estiver desmontada dentro da caixa, e que será cobrado o excesso.. Eu respondi que isso é meio dificil, e que eles estavam meio atrasados em relação ao que li sobre a catarinense, pedi para que eles considerassem a mensagem como sugestão. Mas como você disse, é tantar com o motorista hehe. Particurlamente prefiro não ariscar por que nessa viajem não vai ser minha prioridade a bike. Tchau, abraços.

        1. Eu vivo sua situação também, empresas com este análogo são terríveis, no meu caso ‘Unida’ já transportaram a minha uma vez ida e volta, porém na volta de uma segunda viagem tive problemas e até polícia se envolveu, não adianta dar sugestão, seria legal fazermos uma campanha, existe um projeto de lei parado a respeito disso. Logo mais irei viajar e quero levar a bike, irei sofrer novamente na rodoviária.:/

  2. Resolução Nº 1432 de 26/04/2006

    Estabelece procedimentos para o transporte de bagagens e encomendas nos ônibus utilizados nos serviços de transporte interestadual einternacional de passageiros e para a identificação de seus proprietários ou responsáveis, e dá outras providências.

    A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada nos termos do Relatório DGR – 086 /2006, de 25 de abril de 2006, no que consta do Processo nº 50500.067051/2005-71, e 7CONSIDERANDO as atribuições legais desta Agência quanto à regulação das atividades de prestação de serviços de transporte de passageiros, na forma do artigo 20, inciso II, art. 22, inciso III, e art. 24, inciso IV, da Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, RESOLVE

    Art. 1º Disciplinar o transporte de bagagens e encomendas nos ônibus utilizados nos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, implantar sistemática de vinculação dos proprietários a seus pertences e definir as condições de indenizações para os casos de danos ou extravio.

    Art. 3º As permissionárias e as autorizatárias são obrigadas, a título de franquia, a efetuar o transporte gratuito de bagagem no bagageiro e de volume no porta-embrulhos dos passageiros embarcados, observados os seguintes limites máximos de peso e dimensão:

    I – no bagageiro, 30 (trinta) quilos de peso total e volume máximo de 300 (trezentos) decímetros cúbicos, limitada a maior dimensão de qualquer volume a um metro; e

    II – no porta-embrulhos, 5 (cinco) quilos de peso total, com dimensões que se adaptem ao porta-embrulhos, desde que não sejam comprometidos o conforto, a segurança e a higiene dos passageiros.

    § 1º Excedida a franquia fixada nos incisos I e II deste artigo, o passageiro pagará até 0,5% (meio por cento) do preço da passagem correspondente ao serviço convencional com sanitário, em piso pavimentado, pelo transporte de cada quilograma de excesso.

    § 2º As autorizatárias poderão negociar diretamente com os passageiros a franquia de peso total e volume máximo de bagagem a ser transportado por passageiro no bagageiro desde que:

    I – seja respeitada a legislação em vigor referente ao peso bruto total máximo do ônibus, aos pesos brutos por eixo ou conjunto de eixos e à relação peso potência líquida/peso bruto total máximo; e

    II – sejam observadas as restrições estabelecidas no art. 46 da Resolução ANTT nº 1.166, de 5 de outubro de 2005.

    Art. 4º Garantida a prioridade de espaço no bagageiro para a condução da bagagem dos passageiros e das malas postais, a permissionária poderá utilizar o espaço remanescente para o transporte de encomendas, desde que:

    I – seja resguardada a segurança dos passageiros e a de terceiros;

    II – seja respeitada a legislação em vigor referente ao peso bruto total máximo do ônibus, aos pesos brutos por eixo ou conjunto de eixos e à relação peso potência líquida/peso bruto total máximo;

    III – as operações de carregamento e descarregamento das encomendas sejam realizadas sem prejudicar a comodidade e a segurança dos passageiros e de terceiros, e sem acarretar atraso na execução das viagens ou alteração do esquema operacional aprovado para a linha; e

    Art. 7º Verificado o excesso de peso do ônibus, será providenciado, sem prejuízo das penalidades cabíveis, o descarregamento das bagagens e encomendas excedentes, até o limite de peso admitido, ficando sob inteira responsabilidade da empresa a guarda do material descarregado, respeitadas as disposições do Código de Trânsito Brasileiro e a ordem de prioridades estabelecida no art. 4º.
    Art. 8º A transportadora responde pela indenização de bagagem regularmente despachada, na forma desta Resolução, até o valor de 3.000 (três mil) vezes o coeficiente tarifário, no caso de danos, e 10.000 (dez mil) vezes o coeficiente tarifário, no caso de extravio.

    § 1º É facultado à transportadora exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar o valor da indenização, respeitados os limites estabelecidos no caput deste artigo.

    § 2º A reclamação de dano ou extravio deverá ser feita à empresa ou ao seu preposto, obrigatoriamente ao término da viagem, onde se verifique o desembarque do passageiro, em formulário próprio fornecido pela transportadora, com a apresentação dos seguintes documentos:

    I – tíquete da bagagem;

    II – bilhete de passagem correspondente à viagem em que se verificou o extravio ou o dano da bagagem, no caso de serviços regulares; e

    III – documento de identificação do passageiro proprietário da bagagem danificada ou extraviada.

    Art. 16. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

    Art. 17. Fica revogado o Titulo X da Resolução ANTT nº 18, de 23 de maio de 2002.

    JOSÉ ALEXANDRE N. RESENDE

    Diretor-Geral

  3. Vou viajar pra Minas Gerais e preciso levar a bicleta da minha filha ,( ela é pequena) será que vou ter problemas? Viajo na Gontijo

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