Quando você sai de casa para passear, qual o critério para escolher o caminho? O que é mais perto? O que tem menos semáforos? O que você sabe ir e voltar como na palma da sua mão? Quando eu saio de bicicleta pra passear, eu escolho o caminho mais agradável. Não necessariamente o menor ou mais plano. Aliás, normalmente são os caminhos com estradas ‘piores’ e subidas extras.

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Saída do grupo no Horto Florestal

Dia desses a gente foi para Jurerê Internacional com a galera do Pedal de Quinta, mas eu tenho birra com a SC 401 e a Deia estava conosco e pedalava há pouco tempo, então o Vini nos guiou por um caminho alternativo, que consistia em subidas e descidas a mais, uma estradinha de terra e quase o dobro da quilometragem.

O legal de fazer algo assim, é que aumentam (em muito) as chances de você parar em um lugar que nunca esteve – como foi o caso da Deia no Cacupé. Ainda mais em Florianópolis, que é uma cidade generosa em seus cantinhos e tem muito a oferecer.

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Transpirando alegria no lindo bairro do Cacupé

Ok que também pode significar um esforço extra, mas era domingo e estávamos só curtindo a pedalada, sem pressa ou apego com a performance.

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Subidinhas de Cacupé: a vista sempre compensa
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Dibouas curando a ressaca com água de coco na pracinha de Santo Antônio de Lisboa
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Entre Ratones e Vargem Pequena

Fomos por Ratones, o último bairro rural de Florianópolis, em que poucos quilômetros nos levaram para uma paisagem totalmente inusitada.

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Canto do Lamim: ligação entre Canasvieiras e Jurerê
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Observando as vaquinhas e contando histórias da infância – memórias que sempre surgem nestes momentos

Finalmente chegamos em Jurerê, o bairro cheio de pompa e praia delícia, com mar calmo e não tão gelado. Claro que estávamos famintos e investimos em combustível sem remorso. Depois ainda curtimos a praia, tomamos banho de mar e ainda visitamos uma amiga minha. Um baita dia 🙂

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Deia nunca tinha comido um Subway de 30 centímetros – até este dia.
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No passeio em Jurerê Internacional

Passear de bicicleta é viajar na própria cidade – e isto transforma um simples ir e vir numa experiência extra. Cada quilômetro e subidas a mais foram recompensados por lugares lindos e cheios de vida. Pessoalmente, acho uma excelente maneira de levar a vida: com leveza e admiração pelo todo a nossa volta.

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Atalho ‘mais longo’ que nos poupa de passar num dos piores pontos da SC 401 que não tem acostamento

A volta passou boa parte pela SC 401, que é barulhenta, desagradável e deveria ter uma ciclovia – tamanha a quantidade de ciclistas pela rodovia.  Ainda bem que este atalho ‘secreto’ nos poupou de uma das piores  partes.

Mapa do trajeto feito
Mapa do trajeto feito

Todas as fotos e o mapa são do Vinícius Leyser da Rosa.

 

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