Atenção: ao terminar de ler este texto, você poderá ficar sem a desculpa do ‘não vou de bicicleta porque carrego muita coisa‘.

Quem usa a bicicleta como meio de transporte precisa carregar consigo seus pertences e objetos. Não é como dar um passeio, que só levamos a chave de casa e um dinheirinho para a água de coco.

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Felizmente não há imagens de quando comecei a andar de bicicleta, então vamos fingir que era como esta moça com sua super bicicleta, uma linda bolsa e um câmera. Fonte Honesty WTF.

Quando eu comecei a pedalar, usava uma bolsa pendurada no braço e era terrível. Em muitos momentos, ela caía para frente do meu corpo e com o passar dos quilômetros, eu sentia um desconforto por causa do peso. O mesmo ocorria com uma mochila, que além de pesar nos ombros, ainda deixava minhas contas pingando.

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Cestinha: como é versus como a gente pensa que é. Eu, em Fevereiro de 2013 e aquela ideia linda do Pinterest. Not so real.

Foi uma evolução quando comprei uma cestinha. Escolhi um modelo bem grande, porque sabia que curtia bolsas maiores e sonhava em levar meu notebook. Foi um alívio imenso, mas não me poupava de todos os problemas, como colocar a bicicleta no elevador e receber na testa os objetos ou de ter coisas voando pelas avenidas ao passar por um buraco.

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Bicicleta da sogra e sua cestinha com aranha. Foto Vinícius Leyser da Rosa.

Eu amava a cestinha e ela passou ser uma opção ainda mais viável depois que me ensinaram a usar ‘aranhas’ – telas que motociclistas usam para prender coisas no bagageiro – e servem para manter as coisas dentro da cestinha sem ganharem vida própria. Acredito que esta seja uma opção que funcione muito bem, além de ser super prática.

Mas vale lembrar que não são só maravilhas: a cestinha tem pouca capacidade de volume e peso, além do peso na roda da frente dificultar a direção da bicicleta. Isto só não vale para cestas presas no quadro e não na roda. 

Eu usei cestinha por muito tempo, inclusive em uma cicloviagem até Porto Alegre. Só abandonei este belo artefato quando levei um tombo e amassei ela inteira e como já tinha um bagageiro (garupa), não fiz questão de recolocar a cestinha e amei esta nova vida.

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Petry é médico e vai ao trabalho de bicicleta. Para isto, usa extensores e prende a maleta no bagageiro da sua dobrável. Ao lado, outra maleta presa direto no bagageiro (via Flickr)

O bagageiro é aquele lugar que, quando crianças, pegamos carona. Lembrando que este é um uso não-funcional, ou seja, não foi feito para isto 🙂 Por favor, não tente isto em casa depois de adulto! Bom, mas tudo o que o bagageiro não serve para dar caronas, serve para carregar sua vida. Você pode ter extensores – elásticos com ganchos nas pontas – e prender malas, bolsas, casacos e o que mais desejar direto no bagageiro. Você pode arrematar tudo isto com uma aranha, que falei logo acima.

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Alforje Urbano 18 litros da Aresta Equipamentos. Foto Vinícius Leyser da Rosa

Porém, a mágica acontece mesmo quando você tem um alforje. Alforjes são aquelas bolsinhas que são colocadas (normalmente) no bagageiro traseiro. É o mesmo que se colocava em cavalos & motos. O meu modelo é um floral lindão, com capacidade para 18 litros, da Aresta Equipamentos. Nele, carrego compras, faço feira, levo mudas de roupas, notebook e o que mais couber. Feito com cordura, um material super resistente, arrisco dizer que dá para carregar tudo o que couber nele.

feiraProva disto, são estas duas fotos do Vini, em que ele foi a feira, comprou várias coisas e levou usando a bicicleta. Além das compras, ainda couberam outras coisas que sempre é bom ter no alforje, como câmara reserva, capa de chuva, kit remendo e etc. É ou não é uma maravilha?

Feito a mao
Luciano, fundador e fazedor da Aresta em seu posto de trabalho. Foto Vinícius Leyser da Rosa

E se você ficou a fim de ter um alforje, como já disse, o meu é da Aresta, uma empresa que vale a pena conhecer. Eles são daqui de Florianópolis, fabricam todos os produtos de maneira artesanal e ainda doam parte do seu lucro para a OBA! Organização Bem Estar Animal. Os produtos são feitos com o perfeccionismo do Luciano, que não mede esforços em criar algo durável, resistente e verdadeiramente funcional. Não poderia ser diferente: ele e a Bárbara realmente acreditam num mundo melhor, com recursos melhores aproveitados e num consumo consciente. Eles jamais fariam algo que viraria lixo em poucos meses.

Então, se você está pensando em usar a bicicleta para suas tarefas, recomendo fortemente que você tenha um bagageiro com alforjes. Assim, você poderá levar tudo com segurança, sem ficar preocupado se algum objeto irá alvejar transeuntes ou se perder em Nárnia e ainda poderá levar muito mais coisas. Acredite, dá para levar uma vida de coisas consigo usando uma bicicleta com alforjes.

 

 

7 Comentários

  1. Renata Cardamoni

    Ahhh, eu amo gqrupa, é muito romântico!

    Então, meu primeiro tombo da idade adulta foi porque o elástico da mochila soltou, era uma descida, virei pra ver e fui pro chão. (capacete não fez diferença)

    faltou falar dos caixotes no bagageiro! é a opção mais barata para quem está começando. eu tenho um par de alforges para viajar, acho muito trabalhoso para o dia-a-dia, pois fora da bicicleta ele é um trambolho.

    e bagageiro frontal, teve boas experiências? o meu não ficou bem instalado, mas ajuda a reduzir o volume, já que esse não aguenta peso mesmo.

    beijos!

  2. tá lindo!

  3. tiago vilas boas

    Adorei o texto, sempre carrego muitas coisas comigo.
    Estava buscando uma alforje aqui em Floripa, agora encontrei.
    Obrigado Naiara!

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